Costume niilista de auto destruição,
luzes e barulhos escondem nossa degeneração.
Nossa velha sub-cultura de acompanhar o que se vê na TV,
o que ditam os jornais, aquele velho clichê.
Por não acompanharmos as tendências nos julgam incapazes,
por não concordar com pensamentos tão irracionais; usar drogas?
para quê sedar uma mente que não precisa mais funcionar?
Já que eles nos dizem como vestir, agir e respirar?
Alimentar o leão para ele nos matar?
Já não há novela o suficiente para encobrir os problemas de nossa nação,
eles estão mais vivos do que nunca, na calçada do seu condomínio ou envolto num saco preto estirado no chão,
aquele mesmo que guarda o lixo, talvez por isso seja nossa vestimenta mais adequada.
Meu pai, venha ler o jornal...
Jovem 18 anos, morreu em batida de carro bêbado na perimetral...
Jovem menor estuprada após ser confinada em uma cela masculina...
Pai de família morto após assalto...
Me diga...
Qual é o preço da sua alma?
Vendo uma usada ano 83
E um sorriso sem graça...

6 comentários:
Cara, parabéns...seus textos são muito bons mesmo!!!!
Agora te pergunto, onde está a tal loja que vende almas?? Talvez eu deva deixar a minha lá. Mas ela é ano 15, será que não devia fazer bom uso dela antes de estirá-la num balcão??
Beijo.
Muito bom o texto, muito bom mesmo.
Abraços
www.coisasdehomem.com
o mundo acabou e as pessoas nao sabem
Meu melhor-escritor!
Que lindo seu texto, ponha mais deles aqui pra nos agraciar de forma tão leve! Você escreve muito bem!
Te amo!
Vivemos num tempo complexo, cheio de espetáculos naturais e artificiais.
O desrespeito à condição humana é clichê preponderante ao esgotamento da dignidade.
A sociedade do espetáculo, já descrita por Guy Debord.
eu queria alugar a minha
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